O professor Soomro, da Universidade Shah Abdul Latif , foi preso em sua casa em Khairpur, na província de Sindh, no Paquistão, sob a acusação de violar o Artigo 295-A do Código Penal Paquistanês (PPC), que proíbe "atos deliberados e maliciosos com a intenção de ultrajar os sentimentos religiosos de qualquer classe, insultando sua religião ou crenças religiosas". Se considerado culpado, o professor Soomro pode pegar até 10 anos de prisão.
Embora os motivos exatos da prisão do Prof. Soomro permaneçam obscuros, a Humanists International afirma que as leis de blasfêmia são ilegais em termos de direitos humanos internacionais, sendo frequentemente utilizadas por governos para silenciar opiniões divergentes sobre política, reivindicações por liberdades individuais ou para incitar o ódio contra minorias. Sendo assim, exigimos sua libertação imediata e incondicional.
Acusações de blasfêmia no Paquistão acarretam sérias implicações. De acordo com o Código Penal do Paquistão (PPC), várias formas de blasfêmia e insulto religioso são puníveis com pena de morte, prisão e/ou multa . Em dezembro de 2019, Junaid Hafeez, professor da Universidade Bahauddin Zakariya , foi condenado à morte . Os acusados de blasfêmia, bem como os advogados que os defendem , também correm o risco de sofrer violência coletiva. Em abril de 2017, Marshal Khan, estudante da Universidade Abdul Wali Khan em Mardan, foi espancado até a morte por um grupo de colegas após ser acusado de publicar conteúdo blasfemo online.
Para obter mais informações sobre as leis de blasfêmia no Paquistão, acesse: https://end-blasphemy-laws.org/