Leo Igwe é o fundador da Associação Humanista da Nigéria. Dedicou toda a sua vida ao humanismo, lutando pela razão contra a superstição e a bruxaria no seu próprio país e em toda a África.
Em 2011, Leo foi preso e espancado pela polícia enquanto resgatava duas crianças acusadas de bruxaria. Felizmente, Leo foi libertado após passar um dia e uma noite na prisão, graças à intervenção da Humanists International.
Em 2019, Leo fundou a organização Advocacy for Alleged Witches (AfAW) com o objetivo de "usar compaixão, razão e ciência para salvar vidas de pessoas afetadas pela superstição" – e a Humanists International está apoiando o projeto com uma bolsa. Por seu corajoso ativismo em prol dos direitos humanos, Leo recebeu o Prêmio de Serviços Distintos ao Humanismo em 2014.
Na mensagem de vídeo abaixo, Leo reflete sobre o que significa viver como humanista na Nigéria, tomando como exemplo o caso em curso de Mubarak Bala, preso desde 28 de abril.
A Humanists International acompanha de perto o caso de Mubarak Bala desde 28 de Abril, quando Mubarak foi detido e encarcerado. Um dia após a detenção, lançámos uma campanha de angariação de fundos e conseguimos dinheiro suficiente para contratar uma equipa jurídica para defender Mubarak Bala em tribunal.
No entanto, até hoje não sabemos sua localização exata. Mubarak não foi formalmente acusado e não teve acesso aos seus advogados. No dia 9 de Julho, os advogados de Bala irão ao Tribunal Superior de Abuja para defender os seus direitos fundamentais. Mas dez semanas depois, a questão é a mesma: onde está Mubarak? Instamos as autoridades nigerianas a concederem a Mubarak acesso ao seu advogado e a respeitarem o seu direito a um julgamento justo.
A Nigéria é um dos oito países analisados detalhadamente em nosso Relatório de Ação para Humanistas em Risco de 2020. Se você deseja apoiar nosso trabalho em defesa de humanistas em risco em todo o mundo, considere fazer uma doação para nossa campanha.