Na ONU, humanistas destacam questões de direitos humanos na Nova Zelândia

  • Tipo de postagem / Notícias sobre Advocacia
  • Data / 1 de outubro de 2024

Numa declaração conjunta feita no Conselho de Direitos Humanos da ONU, a Sociedade Humanista da Nova Zelândia, a Associação de Racionalistas e Humanistas da Nova Zelândia e a Humanists International elogiaram o progresso nas questões de direitos humanos na Nova Zelândia, ao mesmo tempo que alertaram contra os riscos para os avanços.

A declaração foi feita por Mark Honeychurch, vice-presidente da Sociedade Humanista da Nova Zelândia, organização membro da Humanistas Internacional. Honeychurch fez a intervenção por vídeo na 57ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, durante a adoção do relatório da Revisão Periódica Universal (RPU)* da Nova Zelândia. As organizações saudaram a intenção declarada da Nova Zelândia de fortalecer os direitos dos migrantes e aprimorar a legislação sobre violência de gênero.

Embora a declaração tenha notado as áreas importantes de progresso comprometidas pela Nova Zelândia, ela também destacou algumas ações recentes do Governo que podem colocar seus compromissos declarados em risco. Isso inclui a redução da função do Whaikaha, o Ministério das Pessoas com Deficiência, e a desativação do Te Aka Whai Ora, a Autoridade de Saúde Māori. Honeychurch acrescentou: “O compromisso do Governo no UPR para alcançar a equidade nos resultados de saúde não deve deixar para trás os Māori ou aqueles com deficiências.”

Mark Honeychurch faz a declaração por vídeo

Grande parte da declaração se concentrou na necessidade de enumerar direitos para protegê-los. Atualmente, há uma revisão em andamento da Law Commission na Nova Zelândia, analisando características sexuais, identidade e expressão de gênero como motivos proibidos de discriminação. As organizações pediram a inclusão explícita dessas características como protegidas pelo Human Rights Act. Elas também pediram que o Estado esteja aberto ao diálogo sobre a inclusão de direitos econômicos, sociais e culturais no Bill of Rights Act, a fim de protegê-los de retrocessos.

Por fim, a declaração instou o Governo a salvaguardar os direitos dos Māori, considerando uma revisão do estatuto jurídico do Tratado de Waitangi e reafirmando o seu compromisso de ratificar a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Pouco progresso foi feito nesse sentido desde 2022.

*A Revisão Periódica Universal (RPU) é um processo da ONU que envolve a revisão periódica dos registros de direitos humanos de todos os 193 Estados-Membros da ONU, uns pelos outros. É um mecanismo de direitos humanos único, na medida em que abrange todos os países e todos os direitos humanos. O Grupo de Trabalho sobre a RPU, composto pelos 47 Estados-Membros do Conselho de Direitos Humanos e presidido pelo Presidente do Conselho de Direitos Humanos, realiza as revisões por país. A Humanists International apoia seus membros no engajamento com o processo.


Foto em destaque por Mario Amé no Pexels.

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