O apelo conjunto da sociedade civil O apelo destacou a repressão letal generalizada e coordenada contra movimentos de protesto majoritariamente pacíficos no Irã, incluindo assassinatos ilegais em massa, detenções arbitrárias e severas restrições à comunicação e às liberdades civis. O apelo insta o Conselho de Direitos Humanos a responder de forma decisiva à situação que se deteriora rapidamente e a cumprir sua responsabilidade de prevenir novas violações.
A teleconferência conjunta documentou que, desde o final de dezembro de 2025, as autoridades iranianas desencadearam uma campanha de força letal contra manifestantes desarmados. Relatos confiáveis indicaram que as forças de segurança usaram repetidamente fuzis e espingardas carregadas com balas de metal contra multidões, resultando em um grande número de mortes em meio a um extenso bloqueio da internet que restringiu severamente o acesso à informação. Hospitais teriam ficado sobrecarregados, famílias estariam em busca de parentes desaparecidos e depoimentos de testemunhas oculares descreveram prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados e invasões a instalações médicas.
Organizações da sociedade civil expressaram profunda preocupação com o sério risco de tortura, maus-tratos e execução a que os detidos corriam, após autoridades estatais terem caracterizado publicamente os manifestantes como “vândalos” e “terroristas” e incentivado punições severas. O apelo também apontou para o histórico de repressão à dissidência no Irã, relembrando movimentos de protesto anteriores nos quais mecanismos da ONU encontraram evidências de graves crimes internacionais e impunidade sistêmica.
Além de solicitar uma Sessão Especial, a carta pedia ao Conselho de Direitos Humanos que:
O apoio da Humanists International baseia-se na sua defesa contínua da situação dos direitos humanos em Irão, incluindo seu trabalho destacando a repressão contínua do movimento Mulheres, Vida e Liberdade no Conselho de Direitos Humanos. Março de 2025A Humanists International denunciou a perseguição sistemática do Irã à sociedade civil, em particular mulheres e meninas, que são submetidas a leis discriminatórias e repressão brutal, e instou o Conselho a exigir responsabilização e a libertação dos manifestantes detidos.
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